Nesses tempos de competitividade crescente, qual é a empresa que não se preocupa com o nível de engajamento dos colaboradores? Para ter profissionais que se empenham em alcançar os resultados esperados, as organizações procuram oferecer salários atraentes, benefícios convidativos, bom ambiente de trabalho e perspectivas crescimento profissional. Mas algo que faz muita diferença no engajamento das pessoas nem sempre é lembrado: a atitude da liderança.

Um expressivo retrato da relação entre liderança e equipes engajadas é o estudo da consultoria Towers Perrin*, que entrevistou 90 mil profissionais em 18 países. O trabalho aponta os dez fatores que mais contribuem para o engajamento das pessoas, sendo que “liderança genuinamente interessada no bem estar do colaborador” aparece em primeiro lugar.

A atuação os líderes também ganha destaque quando se consideram os fatores que mais contribuem para o desengajamento dos colaboradores. Em matéria da revista Melhor*, consultores de Recursos Humanos apontam a “qualidade da liderança” como o motivo número um para a falta de comprometimento e motivação dos funcionários.

Poderíamos apontar outros estudos que mostram como a liderança influencia – positiva ou negativamente – o engajamento dos colaboradores. Mas será mesmo necessário? Você, que trabalha com gestão de pessoas, provavelmente observa isso em seu dia a dia. Em sua empresa talvez haja aquele líder admirado pelos colaboradores, que verdadeiramente vestem a camisa da empresa. E com certeza há aquele cuja equipe não faz nada além de cumprir sua obrigação, sem empenho, sem entusiasmo, sem criatividade.

A diferença entre o líder que engaja e o que não engaja é de atitude. Entenda-se por atitude um conjunto de comportamentos que, no caso da liderança engajadora, criam proximidade com os colaboradores, fazem-nos sentir-se valorizados, facilitam o desenvolvimento deles e os estimulam a contribuir com os resultados da organização.

Preparar líderes para exercer seu papel no engajamento das pessoas é possível. E é sobretudo necessário, se considerarmos que apenas 21% da força de trabalho brasileira é engajada segundo pesquisa do Instituto Gallup*. A empresa que desenvolver uma liderança engajadora estará não só construindo as bases para um desempenho superior, mas também tornando-se um lugar onde as pessoas têm satisfação em trabalhar.

Regina Giannetti Dias Pereira – Coach com certificação internacional pelo Integrated Coaching Institute e jornalista formada pela Universidade de São Paulo (1985). Atua como coach executiva, ajudando pessoas a desenvolver competências comportamentais para a realização de suas metas profissionais. É também instrutora de cursos corporativos, com foco em comunicação, liderança e inteligência emocional.

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